Com a previsão do esgotamento de endereços Internet IPv4, gestores e engenheiros de rede estudam a melhor forma de migração para o protocolo IPv6. Na região Ásia-Pacífico já não há mais endereços IPv4 a serem distribuídos, e em 2011 o mesmo deve acontecer na Europa, segundo dados da IANA (Internet Assigned Numbers Authority), entidade que responde internacionalmente pela coordenação da atribuição de endereços IP. Na América Latina a situação é um pouco diferente e a LACNIC, instituição responsável pela atribuição dos endereços IP, alocados a grandes empresas ou a provedores de serviços de Internet na região, ainda deverá dispor de endereços IPv4 até março de 2014.
Nesse cenário, a solução encontrada é a implementação do IPv6, que traz para a Internet um espaço de endereçamento de 128 bits (enquanto era de 32 bits na versão 4, ainda em utilização), apresentando vantagens de desempenho e segurança inclusive para sistemas móveis e com uma capacidade virtualmente ilimitada de atender às necessidades de crescimento da Internet em todo o mundo.
Para se ter uma noção da ordem de grandeza que diferencia os dois protocolos, enquanto os endereços no IPv4 somam um total de 4.294.967.296 endereços possíveis, no IPv6 estes somam 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456. Mesmo que nem todos estes endereços estejam efetivamente disponíveis, já que muitos são reservados para usos especiais, a diferença é gritante.
Para as organizações de TI das empresas, o grande desafio é implementar e gerenciar a nova geração do protocolo IP, aproveitando todas as vantagens competitivas de sair na frente. Para o profissional, a questão é qualificar-se para atuar nesse novo cenário.
Segundo Cricket Liu, vice-presidente de tecnologia da Infoblox, empresa especializada em soluções para o gerenciamento de domínios e endereços IP, é preciso que o profissional seja pró-ativo em buscar atualização: ele precisa estudar (com uma dose de autodidatismo), experimentar em casa, solicitando um endereço IPv6 a ser instalado em seu computador pessoal que se comunica com a web por meio de túnel.
O segundo passo é a implementação experimental na empresa, para só depois iniciar-se a adoção definitiva do novo endereçamento IPv6.


