No carnaval de 1941, o cantor Roberto Paiva emplacou seu primeiro grande sucesso: ‘Patrão, o trem atrasou, por isso estou chegando agora…” lançando também o compositor Paquito, autor do samba com Artur Vilarinho e Estanislau Silva. Seja o mérito das qualidades desse samba ou do problema do horário de trabalho x dificuldades de condução, o sucesso perdurou, com “n” gravações por artistas tão diversos como os Demônios da Garoa e Nara Leão.
A questão dos horários de trabalho não alimentou somente a música brasileira. Vide a popularidade nos Estados Unidos dos anos 80 do “Nine to five” da cantora country Dolly Parton. Mas o que até pouco tempo atrás não se podia prever é que a tecnologia fosse transformar tudo isso – as canções e o problema – em “peça de museu”.
Estamos agora numa era em que nos conectamos com pessoas em qualquer lugar do mundo, com fusos horários diversos. Podemos trabalhar em home office, no escritório, enquanto nos deslocamos… Com estas mudanças, precisamos repensar a estrutura dos nossos postos de trabalho, do escritório e dos equipamentos e aplicações.
Segundo uma pesquisa conduzida em 2011 pela Virgin Media Business, 60% dos trabalhadores do Reino Unido acreditam que as empresas não precisarão mais de escritórios físicos até 2021. Esta mesma pesquisa identificou que 63% gostariam de usar o mesmo equipamento para trabalho e lazer, o que se torna um desafio para a TI, que precisa garantir a segurança dos negócios.
Outros estudos apontam que empresas que adotaram o sistema de home office reportaram um aumento de produtividade de 20 a 30% em relação aos funcionários alocados no escritório. E empresas que adotaram o modelo em que o funcionário escolhe quando e qual tarefa vai realizar em determinado momento registraram um aumento de 50% na produtividade. Claro que este modelo exige comprometimento com prazos.
Neste cenário flexível, está surgindo um novo ambiente de trabalho. Nem escritório, nem home office: é o “Coffice”, um local agradável, iluminado, com conexão WiFi que pode até ser gratuita e, claro, café fresco, onde as pessoas podem se encontrar, conversar ou trabalhar tranquilamente, sem serem incomodadas.
Sair da zona de conforto dos escritórios pode ser assustador para alguns, mas cada vez mais empresas e funcionários estão comprovando os benefícios da flexibilização do trabalho, como você pode conferir com mais detalhes no White Paper “WorkShift: The future of the Office”, escrito pela Dra. Nicola Millard, Customer Experience Futurologist da BT, em colaboração com Steve Gillies, que está à frente da iniciativa Agile Working da BT.
Você pode ver ou baixar esse White Paper também no Slide Share.

