Niall Dunne, Chief Sustainability Officer (CSO) da BT, está no Rio de Janeiro acompanhando a Conferência Rio+20, onde participa hoje do painel “Trazendo a empresa para a economia verde (pesquisa & tecnologia)”: Niall defende que as práticas de sustentabilidade se incorporem à estratégia, produtos e serviços da British Telecom. Dunne também participou de painel sobre como tornar mais verde a economia, no Fórum de Sustentabilidade Corporativa, e de conversa via Twitter, em sessão promovida pelo Climate Group, onde respondeu a perguntas como a de Sam Ramsden (@SamuelRamsden), sobre como a BT procura passar a mensagem de sustentabilidade aos seus clientes, e a de Emiliano Campagna (@emicampa), que destacou a importância da TIC na redução de carbono nos centros urbanos, indagando sobre a importância do desenvolvimento de infraestrutura pública.
Por conta do seu encontro com Rodrigo Baggio, fundador do CDI (Comitê para Democratização da Informática – Change through Digital Inclusion) durante uma reunião do Fórum Econômico Mundial, Dunne foi convidado a conhecer mais de perto no Rio de Janeiro um dos projetos da ONG que está presente em 12 países. Visitou o ICP – Instituto Central do Povo, instituição parceira do CDI fundada há 106 anos e onde existiu o primeiro posto de saúde do Rio de Janeiro. O ICP hoje abriga oficinas de informática, montagem e manutenção de computadores, padaria-escola, creche e quadras esportivas, entre outras facilidades distribuídas num terreno de 15 mil metros quadrados, atendendo moradores de todas as idades do Morro da Providência, a mais antiga favela da cidade.
Nessa visita, Dunne tomou conhecimento de histórias que envolvem desde a salvação de um jovem das garras do tráfico até o resgate da autoestima de uma senhora de 70 anos. O jovem, que hoje trabalha no CDI, era um dos “gerentes” do tráfico, e resolveu mudar de vida ao começar a frequentar as aulas de informática no ICP. Hoje é admirado e respeitado por toda a comunidade. Já a senhora começou a frequentar o ICP para “matar o tempo” nas horas em que não precisava cuidar do marido doente. Conversando com uma das alunas de informática, ela contou que era da região de Trás-os-montes, em Portugal. A menina, então, mostrou um site com fotos do local – o que logo animou a senhora usar o computador; depois a trazer as amigas; depois a um resgate de autoestima que, de dentro para fora, mudou sua aparência e atitudes.
Após a visita à padaria-escola e à creche, onde as crianças participam de atividades durante todo o dia para que as mães possam trabalhar, Dunne foi visitar a favela do Morro da Providência.
“Durante minha visita à favela ficou claro de que não podemos exigir das pessoas que cuidem do meio ambiente se antes não cuidarem de si mesmas e das suas comunidades. Quando elas conseguem recuperar sua autoestima trabalham melhor em grupo, em rede, e voltam suas atenções para a limpeza e para manter a vegetação. Isso é um pequeno exemplo do que precisamos fazer em escala global”, diz Dunne, referindo-se ao projeto de reflorestamento da encosta do Morro da Providência.
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