Há cerca de um ano, Benoit Seys, managing consultant da BT Benelux, publicou um paper e um post intitulados ‘Zero Email Company’, mencionando as novas tecnologias e maneiras de aprimorar a colaboração interna, com base nas redes sociais.
O que mudou desde então? Um recente relatório da consultoria McKinsey – “A economia social: aumentando o valor e a produtividade através das redes sociais” – aponta essas mudanças. A transição da comunicação via e-mail para a comunicação por meio das redes sociais está em marcha. Em outubro de 2011, a comScore mostrou como a comunicação está migrando do e-mail e da mensagem instantânea para as mídias sociais, como revela pesquisa no quadro abaixo, reproduzido no relatório da McKinsey.
O relatório compilou dados da população em geral, mas a mudança de paradigma na comunicação também ocorre nas organizações.
Como a colaboração social aumenta a produtividade
A McKinsey estima que a implementação das tecnologias sociais, alinhadas a mudanças culturais e gerenciais, pode aumentar a produtividade do trabalho interativo de 20% a 25%. Um trabalhador gasta, em média, 65% do seu tempo interagindo e trabalhando com outras pessoas e, desse tempo, cerca de 28% é gasto lendo, escrevendo e respondendo a e-mails.
Ao transferir a comunicação via e-mail, que é um veículo um-para-um, para as plataformas sociais, a eficiência pode ser aumentada de várias maneiras, de acordo com a McKinsey:
- As mensagens transitam com mais rapidez pela organização
- As mensagens são mais facilmente encontradas
- A informação pode ser usada por mais pessoas dentro da empresa, sem criar ambientes isolados, estando disponível para todas as pessoas envolvidas no processo
- Novos empregados ou membros da equipe precisam de menos tempo para se inteirar dos assuntos e do que seus colegas estão fazendo
A colaboração social vai acontecer. Mas como?
A McKinsey estima que 30% dos e-mails atuais poderiam ser migrados para uma plataforma social, liberando tempo para outras tarefas, como mostra o quadro abaixo:
O impacto geral pode ser muito significativo, especialmente a partir da constatação da McKinsey, apontando que “os trabalhadores interativos – funcionários cujo trabalho requer complexas interações com outras pessoas e julgamento próprio – compõem a categoria que mais cresce nas economias avançadas”.
A empresa zero e-mail já existe? Não. E talvez o que vejamos no final seja a integração de diferentes plataformas de comunicação e de colaboração social. No entanto, levando em consideração a evolução dos padrões de comunicação entre clientes e profissionais da informação e vendo os benefícios da colaboração social e recentes evoluções do mercado, fica claro que as mudanças previstas por Benoit há um ano estão acontecendo agora.




